Desculpem-me meus caros leitores pela "filosofia de botequim" que lhes trago em minhas palavras, me desculpem pela boemia que me consome e que me afasta cada vez mais da inspiração do artista. Entristeço-me ao sentir o passar dos dias e não sentir-me inspirado a lhes contar o que sinto e o que vivo, na verdade as palavras só me saltam quando não mais suporto tê-las só para mim, pois sou por demais egoísta no que diz respeito a expor meus pensamentos e venho tentando mudar isso desde que descobri no mundo pessoas capazes de compreender os subtextos presentes em apenas uma letra, palavra ou texto que escrevo. Sei que sou boêmio de alma, porém aguardo tranquilo a fagulha que despertará todo o meu fervor em manifestar em forma de arte aquilo que há anos venho guardando só para mim.
A vida alheia. O cotidiano de outra pessoa. A rotina diária de afazeres que não são seus. Os conflitos e prazeres que não fazem parte da sua vida. Os questionamentos que não serão discutidos em suas rodas de amigos. As pequenas idéias que inspiram alguém a fazer arte, por mais enigmática que seja e que você não conhece. As descobertas de algo já desvendado que você nunca saberá o que é.
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
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